Um homem de 41 anos foi detido pela Polícia Militar (PM) na noite de sábado (24) em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, como suspeito de participar do assalto à joalheria Fantini, na Savassi, que ocorreu pela manhã do mesmo dia.

Identificação e captura

A prisão ocorreu após análise das imagens de segurança da loja, que permitiram identificar o suspeito. Ele foi localizado em uma residência no bairro Carvalho de Brito, onde tentou se esconder ao perceber a chegada dos militares.

Dinâmica do crime

O assalto aconteceu por volta das 9h15 na joalheria Fantini, na Rua Tomé de Souza, Savassi. Testemunhas relataram que o autor entrou usando capacete, roupas pretas e carregando uma mala, anunciou o roubo, exibiu uma arma na cintura e obrigou os funcionários a se recolherem ao interior da loja.

Ele recolheu cerca de 70 brincos de ouro e fugiu na garupa de uma motocicleta conduzida por outro homem, que fez a fuga pela contramão da Avenida Getúlio Vargas.

Confissão e recuperação de bens

Durante a abordagem, o suspeito confessou o crime e informou que contratou o motociclista por meio de um grupo de serviços de carreto no Facebook. Declarou ainda que entregou aproximadamente 30% das joias ao comparsa como pagamento.

A polícia recuperou 50 peças – brincos e anéis – avaliadas em R$ 52,7 mil. Outras joias, estimadas em R$ 27,3 mil, não foram encontradas.

Armas e objetos apreendidos

Foram apreendidos um revólver, 11 munições, dois capacetes, dois coldres, um canivete e um celular. O aparelho contém informações sobre grupos usados para contratar criminosos e será analisado pela Polícia Civil.

Histórico criminal

A PM informou que o homem acumula 18 registros desde 2013, incluindo roubo, furto, receptação, ameaça, posse de arma de fogo e violência doméstica. Em 2026, ele já tinha sete registros antes da prisão, entre eles dois roubos em 13 e 25 de abril e um caso de posse de arma em 1º de junho.

Ele também tinha um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Belo Horizonte, válido até abril de 2046.

Próximos passos

O caso será aprofundado pela Polícia Civil, que analisará o celular apreendido e buscará as joias ainda não localizadas.