Em virada histórica, Lula venceu Flávio Bolsonaro e foi reeleito presidente neste domingo (25). O levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que o petista foi o mais votado em 1.957 cidades, enquanto o candidato de Flávio Bolsonaro liderou em 2.247 municípios.
A contagem considerada inclui apenas municípios com 100% das seções apuradas. No total, 4.204 cidades foram analisadas: 1.957 para Lula e 2.247 para Flávio. A presidência, porém, depende da soma dos votos válidos em todo o país, não do número de municípios vencidos.
Resultado parcial do TSE
Na atualização das 21h08, com 97,69% das seções apuradas, Lula registrou 62.641.973 votos (51,74% dos válidos) e estava matematicamente eleito. Flávio Bolsonaro acumulou 58.436.437 votos (48,26%).
"Lula estava matematicamente eleito, com 62.641.973 votos (51,74% dos válidos)", informou o TSE.
Distribuição geográfica das vitórias
Minas Gerais concentra o maior número de municípios onde Lula foi o mais votado, totalizando 328 cidades. Em seguida, Bahia (219), Paraíba (195), Maranhão (160) e Rio Grande do Norte (145).
Flávio Bolsonaro tem a maior quantidade de vitórias municipais em São Paulo, com 485 cidades, seguido por Rio Grande do Sul (405), Paraná (288), Santa Catarina (278) e Minas Gerais (214).
Maiores percentuais municipais
Entre os municípios com contagem encerrada, Lula obteve seu maior percentual em Carnaubeira da Penha (PE), com 92,34% dos votos válidos, seguido por Bonfim do Piauí (PI) (91,25%), Fartura do Piauí (PI) (91,24%) e Guaribas (PI) (91,11%).
Flávio Bolsonaro registrou seu melhor desempenho em Nova Pádua (RS), com 90,56% dos votos válidos, seguido por Vespasiano Corrêa (RS) (87,82%), Monte Belo do Sul (RS) (86,83%) e Pinto Bandeira (RS) (86,58%).
Observações sobre a apuração
O levantamento exclui localidades de votação no exterior e considera apenas municípios com apuração completa. Os horários de atualização variaram entre 17h06 e 21h09 nesta parcial, sem um horário único para todas as cidades.
Em Marquinho (PR), Lula aparece com 50,00% de percentual, mas o arredondamento impede distinguir um empate de diferença mínima, mantendo o município fora da contagem até a conferência dos votos absolutos.