O presidente nacional do PT, Edinho Silva, denunciou neste domingo (25) a falta de ônibus em São Paulo e Salvador, classificando a situação como “muito grave”. A escassez de transporte ocorre no mesmo dia do segundo turno da eleição presidencial, afetando eleitores que dependem do serviço para chegar às urnas.

A avaliação do dirigente aponta que a redução da oferta penaliza a base eleitoral do presidente Lula, composta por eleitores que dependem do transporte coletivo para votar. O partido argumenta que a situação pode comprometer a participação nas regiões mais populares das duas cidades.

Em São Paulo, o PT denunciou à Justiça Eleitoral que a prefeitura estaria operando com apenas 60% da frota de ônibus. Relatos de passageiros indicam longas esperas nos pontos e dificuldades de deslocamento em diversas áreas da capital.

No estado da Bahia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou explicações urgentes ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sobre a redução ou interrupção do transporte em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas durante o segundo turno.

Em Salvador, mais de 70 ônibus foram impedidos de sair das garagens, agravando ainda mais a situação para os eleitores que dependem do serviço.

O PT defende a prorrogação do horário de votação como medida para garantir que os eleitores afetados pelas dificuldades de deslocamento possam exercer o direito ao voto.

Impacto na participação eleitoral

A escassez de ônibus pode reduzir a comparecência nas urnas, sobretudo nas áreas de maior vulnerabilidade social, onde o transporte público é essencial para o deslocamento diário.

Reação das autoridades eleitorais

O TSE cobrou respostas ao TRE-BA, enquanto a Justiça Eleitoral ainda não se pronunciou sobre a solicitação de prorrogação feita pelo PT.

Próximos passos

O partido aguarda decisão da Justiça Eleitoral sobre a extensão do horário de votação. Enquanto isso, eleitores continuam enfrentando longas esperas e falta de veículos nas duas capitais.