Parlamentares dos Estados Unidos enviaram, nesta quinta-feira (22), uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, cobrando explicações sobre denúncias de tratamento desigual entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas plataformas da empresa durante as eleições brasileiras.

Carta ao CEO da Meta

A missiva, assinada por membros do Conselho de Supervisão da Meta, ressalta que, em eleições democráticas, as big techs devem garantir tratamento igualitário na distribuição e recomendação de conteúdos. O documento cita relatos confiáveis de que a empresa teria restringido conteúdos da campanha de Lula enquanto ampliava o alcance de conteúdos de Bolsonaro.

"Estamos, portanto, profundamente preocupados com relatos confiáveis de que as plataformas da Meta estariam restringindo ou suprimindo conteúdos associados à campanha de Lula, ao mesmo tempo que ampliam o alcance ou recomendam conteúdos associados à campanha de Bolsonaro, criando, assim, condições marcadamente desiguais no ambiente digital", afirmou o documento.

Denúncias de viés nas plataformas

Nos últimos dias, usuários relataram que a IA do WhatsApp se recusava a gerar imagens da campanha de Lula, mas aceitava solicitações semelhantes relacionadas a Flávio Bolsonaro. As queixas ganharam repercussão internacional e motivaram a intervenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Reação do TSE

O TSE cobrou explicações da Meta, que respondeu na terça-feira (20) afirmando ter cumprido as determinações da Corte para garantir tratamento isonômico no segundo turno. A empresa destacou que adotou medidas para assegurar igualdade de tratamento entre os candidatos nas suas plataformas.