O ex‑ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou, neste domingo (25), que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva garante a soberania do Brasil no cenário internacional. A declaração foi feita após a caminhada de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, onde Lula, Haddad, Simone Tebet e Marina Silva participaram do ato.
"Não tem paralelo o que aconteceu no Brasil. O país era uma peça‑chave no tabuleiro internacional. E o Lula conseguiu garantir as duas coisas mais importantes: soberania popular e nacional. A soberania interna e uma diplomacia responsável. Porque o Brasil não tem tamanho para ser quintal de ninguém", declarou.
Destaques:
- Reeleição de Lula assegura soberania popular e nacional
- Declaração feita por Fernando Haddad
- Comentários ocorridos em 25 de outubro de 2024
Mobilização popular e reação da sociedade
Haddad atribuiu a vitória à mobilização da população em defesa da Constituição e da soberania. Ele destacou que milhões foram às ruas nos últimos quinze dias, rejeitando a passividade e o conformismo.
"Acho que foi histórico o que aconteceu nos últimos 15 dias no Brasil. A maneira como a população reagiu. Todo mundo saiu da passividade, do conformismo e foi exercer a cidadania. Milhões de pessoas na rua para manifestar seu apreço à Constituição, pela soberania do país. O fim da fome, o fim do desmatamento", afirmou.
Necessidade de diálogo político
Apesar da euforia, Haddad ressaltou que o novo governo precisará dialogar com a oposição para evitar novos sustos.
"O governo que foi reeleito também precisa dialogar com o outro lado. É uma realidade que exige diálogo. Tem que conversar mais, falar mais. Não podemos mais passar esse susto de novo", disse.
Ele ainda elogiou a experiência de Lula para lidar com um Congresso dominado pelo PL.
"Falaram o mesmo do Congresso passado [que era conservador] e nós aprovamos todas as medidas e reformas", declarou.
Estratégias de campanha e apoio popular
O marqueteiro do PT, Sidônio Palmeira, comemorou a vitória, afirmando que a campanha derrotou adversários como Trump, o "tarifaço" e a família Bolsonaro.
"Acho que a gente voltou para esse segundo turno e pautou falando dos projetos do governo e discutindo o futuro do país. Nós enfrentamos todos: Trump, o tarifaço, os Bolsonaro querendo entregar o país. Tudo isso, e o povo compreendeu o que estava em jogo e deu a vitória ao presidente Lula", afirmou ao g1.
Sidônio também relatou que sugeriu ao presidente a proibição das apostas esportivas, proposta aceita sem pressões.
"Para ser sincero, eu não fui pressionado em nenhum momento. Eu sugeri ao presidente proibir as bets. E ele aceitou com a maior naturalidade. Não senti nenhuma pressão. A minha relação com o presidente é a mesma desde o primeiro turno e durante o período. Nós estivemos sempre do lado do povo brasileiro", afirmou.
Comentários de aliados políticos
O deputado Jair Bolsonaro (não, Janones) destacou a energia da campanha, citando o canal de WhatsApp "Exército do Lula" com mais de 10 milhões de seguidores.
"Eu agradeço [o título de maior nome do 2º turno], mas o nome real desta eleição é Luiz Inácio Lula da Silva. A energia vem dele, a força vem dele. Eu recebi a missão de canalizar isso. A energia nunca emanou de mim. Eu peguei a energia dele e, como se fosse um cano, canalizei essa energia para distribuir para o povo brasileiro", afirmou.
"A gente reagiu à covardia. E mostrou que, da mesma forma que eles se reúnem para fazer o mal e assassinar reputações, a gente mostrou que é possível se unir para defender a democracia", declarou.
Essas declarações reforçam a narrativa de que a reeleição de Lula representa, para o PT, a consolidação da soberania nacional e o início de um governo que buscará conciliar diferentes forças políticas.